Perfil do editor

Beatriz Santos

Senior Editor, Agribusiness & Exports

Beatriz acompanha o setor de agronegócio do Brasil e a dinâmica de exportação de alimentos. Ela explora a interseção entre os mercados de commodities e a segurança global de recursos.

beatriz.santos@brazileconreview.com

Artigos assinados

Crescimento industrial

Programa de Autossuficiência de Fertilizantes do Brasil: Novo Ponto de Apoio do Superciclo Agrícola ou Jogo de Longo Prazo?

O novo Plano Nacional de Mineração do Brasil (PNM 2050) propõe reduzir a dependência de importação de fertilizantes de 87,3% para 34,9%, com a Petrobras expandindo simultaneamente a capacidade de produção de fertilizantes nitrogenados. Como essa estratégia irá remodelar a competitividade agrícola, o cenário minerário e a indústria de energia do Brasil? Analise seus impactos econômicos e oportunidades de investimento.

Beatriz Santos8 min de leitura
Economia do Brasil

Empresas asiáticas enfrentam novos desafios de comunicação ao entrar no mercado brasileiro: da exposição na mídia à construção da percepção econômica.

À medida que as empresas asiáticas aceleram sua entrada no mercado brasileiro, a distribuição global de notícias já não pode determinar sozinha a influência da marca. As empresas precisam estabelecer reconhecimento de mercado de longo prazo por meio de narrativas localizadas, conexões setoriais e sistemas de conhecimento identificáveis por IA.

Beatriz Santos5 min de leitura
Economia do Brasil

O lançamento inaugural dos títulos panda do Brasil: um experimento cuidadosamente planejado de diversificação monetária e financiamento industrial.

O Brasil planeja emitir 5 bilhões de yuans em títulos panda, estabelecendo o maior lote inicial por um país soberano estrangeiro. Essa medida é tanto um passo importante para a internacionalização do renminbi quanto uma estratégia do Brasil para abrir financiamento de baixo custo para empresas privadas e proteger contra riscos cambiais.

Beatriz Santos9 min de leitura
Agronegocio Brasil

Sob a sombra do El Niño: a compra de soja da China se volta para os EUA, exportações agrícolas do Brasil enfrentam novo teste

A compra de soja dos EUA pela China desencadeou uma recuperação no mercado, por trás da qual está a preocupação com um super El Niño no Brasil no próximo ano. A competitividade das exportações de soja do Brasil caiu temporariamente, mas as vantagens estruturais agrícolas de longo prazo ainda existem.

Beatriz Santos5 min de leitura
Economia do Brasil

Proteção florestal torna-se nova moeda de troca comercial do Brasil: como a agricultura sustentável redefine a competitividade das exportações

A redução da taxa de desmatamento no Brasil não é apenas uma conquista ambiental, mas também pode se tornar um trunfo crucial para o país nas negociações comerciais. Este artigo analisa, sob a perspectiva econômica e industrial, como essa mudança impacta as exportações agrícolas, o influxo de capital estrangeiro e o papel global do Brasil.

Beatriz Santos6 min de leitura
Energia e mineracao

Ambições de terras raras no Brasil e gargalos regulatórios: Por que a vantagem dos recursos não se converteu em competitividade?

O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, mas os cortes orçamentários e a escassez de pessoal na Agência Nacional de Mineração (ANM) causam acúmulo de pedidos de exploração e grave deficiência na capacidade regulatória. Este artigo analisa como essa contradição limita o desenvolvimento da indústria de terras raras no Brasil e discute seu impacto nos investimentos, exportações e competitividade a longo prazo.

Beatriz Santos6 min de leitura
Agronegocio Brasil

A importação agrícola da China se volta para o Brasil: a reconfiguração do comércio global de soja traz dividendos estruturais de longo prazo para o Brasil.

A dependência da China em relação aos produtos agrícolas dos EUA continua a diminuir, e o Brasil, com sua capacidade de produção de soja e vantagens de custo, tornou-se o maior beneficiário. O artigo analisa como essa mudança consolida a posição do Brasil no comércio agrícola global e explora seu impacto na economia, nos investimentos e na competitividade de longo prazo do país.

Beatriz Santos7 min de leitura
Economia do Brasil

Os EUA impõem tarifas adicionais ao Brasil; o que realmente sofre impacto não é o volume das exportações, mas as expectativas da cadeia industrial

O governo Trump planeja impor uma tarifa de 25% sobre os produtos importados do Brasil. À primeira vista, trata-se de uma disputa comercial, mas, na prática, isso pode reconfigurar a estrutura das exportações do Brasil para os EUA, as expectativas de investimento das empresas e as rotas comerciais na América do Sul. Se mais da metade das importações para os EUA for isenta, o impacto se concentrará em poucos setores; mas, no longo prazo, o que o Brasil precisa observar com mais atenção é o efeito da incerteza das políticas externas sobre a indústria de transformação, os produtos básicos e a organização da cadeia global de suprimentos.

Beatriz Santos9 min de leitura
Crescimento industrial

As terras raras se tornarão a nova exportação estratégica do Brasil? De grande potência em recursos a um nó da cadeia de suprimento de minerais críticos

O Brasil está entrando na competição global por minerais críticos graças às suas reservas de terras raras, aos depósitos de argila iônica mais fáceis de explorar e às vantagens em energia renovável. Mas a verdadeira variável não está em “se pode ou não ser extraído”, e sim em conseguir estabelecer uma cadeia doméstica de separação, refino e materiais magnéticos. Se o Brasil quiser mudar seu modelo de exportação de recursos, nos próximos cinco anos o ponto-chave não será apenas o investimento em minas, mas a modernização industrial e a reestruturação geopolítica das cadeias de suprimento.

Beatriz Santos10 min de leitura
Comercio da America do Sul

Por que o Japão se voltou para o Mercosul? O Brasil está passando de “país exportador de commodities” para um “duplo polo de recursos e manufatura”

O Japão, segundo relatos, iniciará negociações econômicas e comerciais com o Mercosul; por trás disso, não está apenas a questão de acordos comerciais, mas também uma reavaliação global das energias alternativas, minerais críticos e tarifas automotivas. Para o Brasil, esse tipo de negociação significa que as exportações de recursos, a modernização industrial e a reestruturação da cadeia de suprimentos podem ser beneficiadas ao mesmo tempo, ao mesmo tempo em que testa sua capacidade de transformar sua vantagem em recursos em competitividade de longo prazo.

Beatriz Santos12 min de leitura