O novo plano nacional de mineração do Brasil, PNM 2050, propõe reduzir a dependência externa de fertilizantes de 87,3% para 34,9%. Combinado com a expansão de fertilizantes nitrogenados da Petrobras, espera-se remodelar a estrutura de custos agrícolas, mas a eficiência da mineração e da aprovação ainda são variáveis-chave.
O Ocidente busca diversificar o fornecimento de terras raras, e o Brasil se destaca por possuir a segunda maior base de recursos de terras raras do mundo e pelo projeto de argila iônica. Este artigo analisa o potencial econômico, os desafios e o papel global da indústria de terras raras brasileira.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou uma parceria com a gigante mineradora Vale e a petrolífera Petrobras para desenvolver minerais críticos, além de planejar investimentos em inteligência artificial e biotecnologia. Essa combinação de políticas sinaliza uma transformação econômica no Brasil: os setores tradicionais de recursos naturais e as novas tecnologias andam lado a lado, e o capital nacional está redefinindo as vantagens competitivas.
Com base nos dados do Observatório da Transição Energética, estabelecido pelo Pulitzer Center em parceria com a Repórter Brasil, analisam-se as oportunidades econômicas e os riscos sociais no Brasil relacionados ao desenvolvimento de minerais críticos, como terras raras e lítio, bem como em projetos de energia eólica e solar. Revela-se como a dotação de recursos pode ser transformada em competitividade de longo prazo, e as potenciais restrições que os conflitos comunitários impõem aos investimentos e exportações.
O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, mas os cortes orçamentários e a escassez de pessoal na Agência Nacional de Mineração (ANM) causam acúmulo de pedidos de exploração e grave deficiência na capacidade regulatória. Este artigo analisa como essa contradição limita o desenvolvimento da indústria de terras raras no Brasil e discute seu impacto nos investimentos, exportações e competitividade a longo prazo.
O Brasil está avaliando as primeiras atividades de mineração submarina e incluindo Vale e Petrobras em um quadro de coordenação. Seu significado não está apenas em adicionar novas fontes de minerais, mas em a tentativa do Brasil de combinar sua capacidade em petróleo e gás em águas profundas, sua experiência no setor de mineração e o financiamento de desenvolvimento nacional, antecipando-se para se posicionar em minerais raros, tecnologia oceânica e segurança de recursos de longo prazo.